segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Solte o John Travolta que há em você !


No colégio estava sempre participando de apresentações de dança, apesar da extrema timidez que me era peculiar, sempre gostei de me apresentar na Escola através da dança ou do teatro.
Sempre achei que tinha uma veia artística, mas que foi durante muito tempo sufocada pela falta de incentivo, pela timidez ou por outra coisa que não me lembro agora.
Apesar de adorar o teatro, minha verdadeira paixão sempre foi a dança, desde que me conheço por gente gosto do movimento e de música e se junta os dois então sai de baixo que essa é a minha praia !!!
Fiz aula de jazz por uns 2 anos quando era uma pré-adolescente, amava aquilo tudo....o cheiro da madeira do palco, as roupas coloridas, os collants, as polainas, as meias-calças,a sapatilha,  a agitação, as coreografias...enfim tudo me encantava.
Por alguns minutos eu não era eu mesma...
Engraçado que nunca quis fazer ballet, nunca quis ser bailarina, e sim dançarina, não tinha vocação para o ballet clássico e sim para a dança mais contemporânea, mais povão mesmo...rsrsrs.
Lembro de uma apresentação no clube do qual era sócia (Clube Atlético Piracicabano) em que dançamos duas músicas: a música do filme Carruagens de Fogo (com laterna nas mãos fazendo dança com as luzes no escuro) e Far From Over do filme Embalos de Sábado a Noite Continuam, com um final tão fantástico quanto à música.
Pena eu não ter nenhuma foto daquele dia tão especial pra mim.
Eu usava um collant amarelo, que honestamente não combinava com o tom da minha pele, mas que no alto dos meus 11 ou 12 anos, não era algo com que eu me preocupasse.
Adorava ir àquelas aulas, coreografar a música do filme Flashdance, e por alguns minutos ser a Alex, personagem do filme. Claro que não dávamos aqueles pulos e saltos, pois nem a atriz Jennifer Beals deu, usou uma dublê com uma peruca horrível, mas naquela época nem nos atentávamos à isso, para a gente era tudo mágico...
Ainda no colégio adora os concursos de dança que eram promovidos, apesar de nunca ter ganhado nenhum, mas o importante era participar, não é mesmo ?!
O legal disso tudo era montar o grupo com as meninas que iam dançar, escolher a música, combinar os ensaios, montar a coreografia, e ensaiar os passos até ver a música totalmente pronta.
Meu Deus, éramos artistas e nem nos davámos conta disso !!!!
Bad Boy (Gloria Stefan & Miami Sound Machine), Vaca Profana (Gal Costa), muitas inspiradas pelas trilhas sonoras das novelas globais da época.
Quando um pouco mais crescida, deixei o jazz, e passei a fazer aulas de aeróbica (nossa bem anos 90 isso !!).
Lembro-me de ter ido ao Shopping recém-inaugurado na cidade para ver uma apresentação do então famoso (antes de virar astro pornô) Matheus Carrieri, que para quem não se lembra era um ator que ficou famoso por ser garoto-propaganda na época da Aeróbica.


Fiquei um tempo nessas aulas que eu gostava porque eram coreografadas, e eu sempre adorei esse tipo de exercício, afinal exercitava a memória também e a criatividade. Um passo tinha que encaixar no outro harmoniosamente e ficar lindo !! kkk
Ok, as roupas eram ridículas, collants de cores cítricas fio dental por cima de calças de lycra preta, que época triste para a moda...kkkkkk
Depois de adulta passei muito tempo sem dançar em escolas de dança ou em qualquer lugar, mas há alguns anos atrás redescobri o prazer da dança, pricipalmente nas baladas embaladas pelas músicas dos anos 70, 80 e 90...como é bom extravasar e soltar a franga ao som de Gloria Gaynor e seu sempre hino I will survive ou cantar a plenos pulmões It's raining men na voz das Weather Girls, ou melhor ainda: fazer de conta que você é  a Dancing Queen do pedaço !!!!
E se tiver um uma bando de amigas loucas como você e ainda por cima super alto astral, aí a noite tá feita !!!!
Pra quem nunca tentou é bom demais....mesmo que você não saiba dançar...deixa a música te levar...
Mas não foi os flashnights que eu descobri não....comecei a fazer Dança de Salão e me apaixonei novamente pela dança.
Forró, Bolero, Samba de Gafieira, Samba Rock....não tem coisa mais deliciosa na vida do que dançar isso !!!!!
Ia sozinha mesmo, enfrentei minha timidez só pra fazer algo que eu realmente tenho paixão, amo mesmo, além é claro de ser uma ótima atividade física, queimar muitas calorias, se divertir e conhecer gente bacana !!
Minha maior alegria foi dançar uma música interinha no forró com um professor de dança e me sair muito bem. Fiquei orgulhosa de mim mesma !!!
Infelizmente tive que parar de fazer minhas aulas, mas pretendo voltar logo logo.
Você quer me ver com um sorrisão de orelha à orelha ? Me convida pra sair pra dançar...é garantia de uma Márcia feliz da vida na certa !!!
M.J.C.

O post tá recheadinho de músicas, mas aqui vai a música que me inspirou a começar a dançar hoje lavado roupa e que me lembrou que tô morrendo de vontade de sair pra dançar !!!!!!!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Pitucão

 Foi no dia 16 de dezembro de 1998, uma sexta-feira final de expediente, esperando minha carona pra ir embora pra casa, que eu te encontrei.
Assustado dentro de uma garagem de uma casa abandonada, esperando aquele cachorro nada amigável ir embora e deixar você seguir seu caminho em paz.
Tão pequenino e indefeso e já enfrentando um perigo tão grande...até que eu cruzei seu caminho e você o  meu e assim mudamos a história de nossas vidas e de mais algumas.
Quando Dona Nilza (minha mãe) chegou pra me pegar, você já estava no meu colo, são e salvo e à caminho da sua nova casa. Claro que ao entrar no carro tentei tocar o coração de minha mãe para que você não tivesse um destino um pouco melhor, afinal deixar um bichinho na rua daquele jeito era muita crueldade não ?!!
Mesmo assim a promessa de te levar embora no dia seguinte tinha sido feita, mas tal qual aquelas promessas que a gente faz com os dedos cruzados nas costas, não cumprimos até hoje.
Aquele 16 de dezembro, não por acaso era aniversário da minha irmã mais nova, a qual viraria sua "mãe" e assim surgiu minha brilhante idéia de chegar em casa e te dar de "presente de aniversário" à ela !! Idéia de gênio !!!
Minha idéia não agradou muito minha mãe, mas minha irmã (sua mãe) ficou radiante com aquela pequena e fofa bola de pêlos cinzenta e mais do que depressa tratou de cuidar de você.
Quanta alegria você trouxe à ela, à Dona Nilza e à todos que puderam conviver com você !!
Era o gato mais conhecido da vizinhança...aquele que desfilava elegância ao atravessar a rua, que entrava na casa das vizinhas pra ganhar um carinho, uma comidinha, e espalhar sua alegria.
Você foi o gato mais tranquilo que eu conheci na minha vida...o mundo acabando do seu lado e você lá naquela paz infinita, tipo "Tô nem aí para vocês humanos estúpidos !"
Tantos gatos vieram e foram e você lá, elegante fazendo de conta que nem era com você, afinal era o rei do pedaço, o dono do lugar.
E como era lindo esse gato...macho, grande, pelagem longa e macia, andar elegante, pisando de leve.
Gostava de brincar com linhas, e a gente podia passar horas brincando...como era bom te ver.
Bolinhas de papel não eram pra você, afinal como bom gato (e macho) a preguiça era uma qualidade, e a bolinha dava muito trabalho, tinha que correr atras dela, "que brincadeira mais chata", pensava você.
O sossego era tanto que quantas vezes tínhamos que te tirar de cima do carro já na rua porque você nem se abalava de sair e correr o risco de fazer um passeio ao ar livre (o que aconteceu umas duas ou três vezes).
Vou sentir falta de ver seus olhos sendo iluminados pelo farol do carro quando chegava em casa, ou quando de manhã passava por lá, você estava a se espreguiçar, tomando um solzinho matinal e rolando na calçada esperando um carinho na barriga e uma conversa pra te elogiar e te chamar de Pitucão.
Ahhh, como vou sentir falta de "conversar" com você.
Tudo bem que só eu falava e você nem me respondia, afinal ouvir um miado seu era a coisa mais difícil do mundo...um gato que não sabia miar !!! Só miava em último caso...comida é claro !!
Como qualquer outro gato, não gostava de tomar banho, mas fora isso era um gato diferente: não miava, quase não mordia (só quando a gente assoprava e você queria morder meu nariz...rs), adorava um carinho na barriga, não tinha medo de gente ou de cachorro (só quando era filhote..rs), deixava todo mundo passar a mão nos seus pelos e gostava dos gatos que sua "mãe" arrumava pra te fazer companhia.
Pituco, Pitucão, Tchutchuco, Pitoco, Neném, Tutu...a gente inventava mil nomes pra te chamar, mas o oficial era Pituco, o irmão da Pituca.
Quem tem/teve um bichinho como parte da família, convivendo com os seus, sabe o quanto é difícil aceitar quando eles nos deixam ou que algo de mal os aconteça, porque eles não são apenas "animais" ou "bichos" eles são parte da família, parte da gente.
Eles sentem quando estamos tristes, nos alegram quando nada mais consegue isso, nos ajudam a sermos pessoas melhores, contribuem para a nossa evolução.
E quando a jornada com eles se finda, fica um vazio, uma dor, e as boas lembranças.
A sua partida foi muito triste, mas mais importante foi sua jornada conosco foi como tinha que ser: alegre, leve, cheia de mimos e muito amor !!!
Foi no dia 1º de outubro de 2011 que a sua jornada teve que ser finalizada com a gente, porque não era mais possível vê-lo sofrendo e agonizando daquele jeito...como é difícil tomar essa decisão, mas não era justo com você...
Fica em Paz Pituco...nós o amamos muito.


Texto escrito no dia 01/10/2011.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Filho de Peixa, peixinho é !



Meu filhote fez 11 anos neste sábado dia 15 de outubro.
Eu tinha que fazer um post para ele, mesmo atrasado, afinal é a minha parte mais bonita !!
Como eu costumo dizer para quem não o conhece, o Gabriel é uma figura !!
Claro que toda mãe vai achar a sua cria a mais bonita, a mais inteligente, a mais amorosa, a mais mais de tudo.
Mas no meu caso, pode ter certeza que sou totalmente imparcial (cof cof cof) e falo que ele é tudo isso e muito mais, mas não porque ele é meu filho, mas porque ele é tudo isso mesmo...rsrsrs (mãe coruja passou longe né).

Conhece alguma criança que gosta de estudar História em pleno sábado numa sorveteria ??
Conhece alguma criança que decora todas as falas de um filme aos 3 anos de idade ?
Conhece alguma criança que pedia pra comer brócolis e não gosta de refrigerante ?
Meu filho !!


Pra você meu amor, que passa o tempo inventando mil estórias mirabolantes, que vive no mundo da lua com seus heróis interestelares, guitarristas cabeludos, naves espaciais, vilões intergalácticos, personagens da mitologia grega, piratas, bruxinhos simpáticos, astronautas e cowboys...Parte dessa imaginação fértil é culpa minha, confesso, nutrindo seu gosto pela leitura, incentivando sua curiosidade pela história, alimentando sua paixão pela sétima arte.
Afinal não foi à toa que você virou fã de Luke Skywalker, Darth Vader e cia, ou que um dia quis ser como o Indiana Jones, e quer ser guitarrista e montar uma banda de rock!!
Filho de peixa..peixinho é, oras !!!
Tenho  muito orgulho da criança (pré-adolescente !! oh my God !!) que você é e do Homem que você se tornará.
Te amo muito !!!

Nossas brincadeiras:
Bom dia Dona Maria, Bom com alegria !!!
Vamos brincar de massinha no forno, enroladinho na toalha ?
Vamos brincar de formiguinha andando no pescoço ?
Um beijo no seu lugarzinho secreto (coisa da Vó Nilza !!)























sábado, 15 de outubro de 2011

Desculpa aí

Então tá...
Tem dias que a gente acorda com uma sensação de não-sei-o-que...o dia parece que vai ser aquela confusão, tudo pra resolver ao mesmo tempo...e se tem uma coisa que me deixa frustrada é não terminar algo que começo.
é mais não dá pra sentar e chorar porque ninguém vai esperar você enxugar suas lágrimas para resolver descascar o abacaxi que deixaram em cima da sua mesa até o final do expediente.
às vezes tenho a sensação que estou sendo engolida viva pela minha rotina: trabalho, casa, filho, namorado, família, amigos (ou a falta deles)... tanta coisa...
Tô me estranhando esses dias...sempre fui uma esquecida de carteirinha, desde que me conheço por gente, mas ultimamente isso tem piorado. Para mim isso é a "morte".
Algo que tenho tentado melhorar com o tempo e de uma hora pra outra começa a degringolar...que raiva !!
Hoje foi um dia daqueles....o alarme do celular não sei porque resolveu não funcionar...perdi hora, e como estava aquele tempo preciso para dormir (chuvinha boa)...ah não deu outra !!
Apesar da chuva intensa que caiu nesta cidade abençoada, a sensação de abafamento e calor era tão intensa quanto...o que para uma pessoa calorenta como eu é uó.
Aqui um parentese para aquelas pessoas que não sentem calor de jeito nenhum: existem pessoas sim que são calorentas, ainda mais se tem uma camada extra de gordurinhas para auxiliar no aquecimento corporal, portanto preciso de ar, de ventilador e de ar condicionado !!! Pelamor !!!
Apesar de ter começado o dia no susto, devido ao meu pequeno contratempo com o tempo, tudo acabou bem e o dia foi bem proveitoso !!
Esse texto tá uma confusão danada....comecei falando de uma coisa e terminei com outra nada a ver...mas às vezes é preciso bagunçar pra depois arrumar não é ?!
Espero que sim...não que a minha vida esteja uma confusão...mas é a minha sensação ou percepção que está desalinhada (como o povo tá usando essa palavra hoje em dia !!) e eu preciso urgentemente me alinhar, me organizar, ser mais cuidadosa com as pessoas e deixar de me culpar tanto...afinal sou filha de Deus e portanto nada perfeita.
Desculpa aí então...foi mal.

Acabei de ver esse vídeo no Facebook e adorei a interpretação da garotinha

sábado, 10 de setembro de 2011

NO WAY !!!

Por que sou um ser tão complexo ??
Justamente por pensar demais e ser uma verdadeira colcha de retalhos de histórias, sentimentos e vivências, tentando juntar essas partes e montar o meu quebra-cabeças.
E por estar cansada de ser tão complicada, que tenho tentado buscar o segredo da simplicidade, de ser uma pessoa mais feliz, com menos problemas irreais a me atormentar.
De um tempo pra cá me afastei um pouco do meu lado espiritual, que tanto me dava alento e forças para superar certos percalços desta vida, e isso me afetou de uma maneira muito importante.
E quando falo de espiritualidade, falo de Deus, de energias boas, de pensamentos bons.
O que mais vem me incomodando e me afligindo de uns tempos pra cá é o meu afastamento de mim mesma.
Demorei muito tempo pra me achar, me aceitar, me amar de verdade, de saber realmente quais são as coisas importantes para mim, e o pânico de me perder mais uma vez bate na minha porta.
Fiz apenas 2 anos de terapia, o que claramente foi insuficiente para me ajudar no que venho passando nesse momento.
Como consertar mais de 30 anos de culpa, não aceitação, de baixa auto-estima, de necessidade de ser aceita e aprovada pelos outros (principalmente minha mãe) em apenas 2 anos ?!
Ingenuidade minha pensar que estava preparada e ainda por cima me afastar de coisas que me ajudavam a entender esse complexidade de idéias e sentimentos que fazem parte de mim e me ajudava a encontrar o caminho que eu queria seguir.
Até escrever no blog agora está mais difícil...antes as idéias brotavam e as madrugadas eram terreno fértil para minha imaginação e vontade de escrever.
Não vou admitir que ninguém por mais importante que seja para mim, possa me fazer correr o risco de me perder de mim mesma !
NO WAY !!!
Não vou permitir que nada nem ninguém me faça sentir mal comigo mesma, que me diga como agir, me vestir, como falar a não ser que eu tenha pedido tal conselho.
Não sou mais nem menos que qualquer pessoa nesse mundo, portanto não admito que pensem por mim, que falem por mim, a não ser que eu tenha pedido.
Sou imperfeita ??? MUITO !!!!! Cabeça dura e teimosa ?? sim, senhor !!
Sou humana e erro, mas tenho a humildade de admitir meus erros e minhas falhas e procuro melhorar dentro das minhas limitações, afinal acho que é pra isso que estou de passagem nessa vida.
A partir de agora falou...eu devolvo na mesma moeda !! Bateu...levou.(metaforicamente falando, ok)
Não decidi ser a dona da minha própria vida (sim, EU SOU A MINHA DONA !!) para ouvir como tenho que ser...não, isso não vai acontecer !!
Sempre segui a máxima na minha vida: FAÇA AOS OUTROS O QUE GOSTARIA QUE FIZESSEM À VOCÊ....e também: NÃO FAÇA AOS OUTROS O QUE NÃO GOSTARIA QUE FIZESSEM À VOCÊ !!
Parece a mesma coisa, mas são completamente diferentes.
O segredo é não me perder de mim mesma.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Dia estranho

Hoje acordei com uma sensação estranha....ainda não sei o que é.
O dia apesar de estar mais ensolarado que nunca, para mim está cinzento, sem cor....
Aparentemente não há nada errado na minha vida hoje, se você der aquela olhada por cima vai ver que tudo está caminhando como deveria, mas se eu ficar quietinha e der uma olhada mais devagar e com mais cuidado,  sei que algo está fora do lugar e não estou conseguindo me livrar desta angústia que teima em me atormentar.
Provavelmente não seja nada sério...mas certos dias uma desesperança toma conta de mim e não consigo ter um olhar ou um pensamento mais positivo sobre as coisas...justo eu que sou irritantemente positiva e com síndrome de Pollyana !!
O que sei é que preciso me cercar de pessoas que me fazem bem e que gostem de mim, porque conviver com pessoas negativas e que não tem a mesma energia que você faz mal à saúde, principalmente a saúde mental.
Pode ser o stress, o acúmulo de trabalho, meu perfeccionismo em fazer tudo do meu jeito, pode ser estar me conhecendo através do outro, pode ser tudo ou pode ser nada...hoje não tô bem pra tentar definir o que eu tenho...
Talvez eu não esteja conseguindo processar tudo o que está acontecendo na minha vida...mas a vida segue e a gente tem que dar um jeito e falar pra tristeza e para a angústia que não tem tempo pra elas porque está ocupado demais tentando viver e sobreviver e que pensar em problemas que ainda nem existem é pura perda de tempo.
Finito !!
M.J.C.


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

I'm back baby !!

Gente...estou de volta....ahhhh que saudades do meu cantinho quase cor-de-rosa !!!!
Puxa passei um mês de Agosto puxado, foi trabalho, trabalho e mais um pouquinho de trabalho, mas foi ótimo, um mês que vai ser difícil eu esquecer.
É muito bom colhermos frutos e vermos nascer algo importante em nossas vidas (no meu caso, um projeto na minha área de Nutrição).
Trabalhamos muito, e conseguimos tornarr realidade algo que parecia apenas inerte ali no papel.
Como é gostoso acompanhar a concretização de um sonho, e poder dizer: "Fiz parte disso !"
Agora o que nos espera é mais trabalho, mas com a sensação de que estamos no caminho certo, e que nosso pequeno projeto tomou dimensões grandiosas e que tem tudo para ficar maior ainda !!!!
Parabéns pra todos nós !!!!

E pra quem ficou curioso e quiser saber um pouquinho mais do que eu estou falando veja esse vídeo


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

CHA-CHA-CHANGES

Estava me sentindo culpada de deixar meu cantinho quase cor-de-rosa abandonado dias sem escrever uma linha sequer.
Muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, coisas boas em sua maioria, mas que tem limitado meu tempo em ficar por aqui escrevendo.
Outros acontecimentos tiraram um pouco a minha atenção (se é que vocês me entendem...rs), mas logo logo volto com tudo aqui.
Parece que tudo resolveu acontecer na minha vida no mês de Agosto, trabalho a mil por hora, quase não consigo sair nem pra almoçar, muitas coisas a fazer, projetos em vias de acontecer e a cabeça não pára.
Isso é muito bom para mim, que preciso controlar tudo isso, e exercitar meu lado criativo (que não é nadica de nada modesto), meu lado administrativo que há anos atrás nem sabia que existia, mas que com o passar do tempo fui aprendendo a lidar e por último, mas não menos importante, meu lado organizada !!
Vida profissional intensa, afetiva idem, ou seja, tudo ao mesmo tempo agora.
Como boa taurina, custo a aceitar mudanças na minha vida, mas quando elas acontecem, sou a primeira a reconhecer que sair da zona de conforto e me mexer um pouco, vale a pena.
Agora imagina só ter grandes mudanças na vida profissional e na vida pessoal...aí que a xiripoca piou !
Sou muito condicionada a lidar com certas situações e mudar algo (mesmo que esse algo seja meia boca) é muito difícil pra mim.
Preciso de segurança,  saber onde estou pisando, para depois me soltar, me entregar e curtir.
Ao mesmo tempo que quero que as coisas se resolvam em um piscar de olhos, sei que tudo leva seu tempo e nem sempre é o mesmo tempo que o nosso.
Em qualquer área da nossa vida, mudanças são necessárias, importantes e até vitais e acho que meu grande aprendizado hoje é saber aproveitar tudo de bom que isso pode me trazer.
É claro que ainda vou ter medo de certas mudanças, mas vou tentar vê-las de um outro ponto de vista, menos teimoso e mais aberto às novidades.
M.J.C.

"Uma mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original."
Albert Einstein


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Comigo é na base do beijo


Nesses últimos dias um assunto tem aparecido constantemente na minha vida: o BEIJO
Não, não, senhoras e senhores, eu não tenho beijado ultimamente infelizmente, essa ainda não é a minha realidade...#damage.
Fiquei pensativa depois de ler uma frase que minha amiga Letícia postou no twitter dela: Saudade de quando o beijo era acontecimento...
Concordo plenamente !!
Sim, beijo já foi considerado um acontecimento !!
Eu me lembro, do meu primeiro beijo, eu no alto dos meus onze anos (sim, eu sei que era uma criança !) tive a brilhante idéia de jirico  de deixar de ser uma BV.
O escolhido: um colega de classe, estávamos na 5ª série eu acho.
Local: em frente à Creche que ficava bem ao lado da minha casa, lugarzinho escuro e bem propício para o que iríamos fazer.
As amigas na maior empolgação, adrenalina de fazer algo proibido (minha mãe me falou que só me deixaria namorar com 15 anos !!), me deixando mais nervosa ainda, afinal iria dar o meu primeiro BEIJO !!!
Ao finalzinho da tarde, quase anoitecendo, eis que chega o beijoqueiro, digo o menino do meu primeiro beijo...rsrs.
Nem me ocorre agora porque cargas d'agua fui escolher logo ele pra beijar, ou porque cargas d'agua ele me escolheu, mas acho que foi depois de um aniversário em que dançamos juntos, rolou um clima, ou algo parecido.
Risos, piadinhas, mais risos e fomos então pro crime...kkkkkkk
Até o momento então, a minha noção de beijo na boca era aquela das novelas que eu via na época (1986) e dos filmes sessão da tarde que eu assistia com as minhas amigas, ou seja, não tinha noção nenhuma do que eu ia fazer...achei que ia dar um beijo técnico...
Só esqueceram de me avisar que na vida real o beijo não era "técnico" e que havia um detalhe importante que eu deveria saber (que seu eu soubesse na época, acho que tinha esperado mais algum tempo pra beijar alguém de verdade !!)
Chegado o grande momento fomos ao local combinado, na hora combinada e foi só o menino encostar os lábios nos meus que paguei o  maior mico levei o maior susto !!!
O que aquela língua tava fazendo no meio daquele beijo !!!!!!!!
Eu não sabia que no beijo de verdade, não técnico, se beijava de língua !!!!!
Lógico que depois todas as minhas amigas vieram me falar que era assim mesmo...
Ahhhhhhhh, claro, não podiam ter me avisado antes ??? Aí vieram até com aula pra se aprender a beijar, que por vergonha alheia nem vou citar aqui.
Também o que eu esperava com 11 anos de idade !!! Bem feito pra mim !!! kkkkkkk

O pior é que o menino percebeu o meu susto e deve ter pensado que meu beijo era horrível....rsrs.
Ainda bem que não fiquei traumatizada e não traumatizei o garoto, que muito depois fiquei sabendo que era o maior pegador da escola...rs. Foi meu primeiro namoradinho

E assim foi a minha primeira experiência na arte de beijar...

Hoje conversando com outra amiga, o assunto veio à tona de novo, só que o papo era sobre o BEIJO ruim.
O que você faria se saísse com uma pessoa bacana, legal, que gosta de você, maaassssss que não beija bem ??!! E aí o que fazer ??
Desistir da pessoa porque o beijo não funcionou com você ou persistir pra ver se o cara "aprende" a te beijar  ??
Afinal ele gosta de você, te trata bem, te enche de mimos e carinhos, e apenas não beija do mesmo jeito que você.
Será que tem como ensinar alguém a beijar do seu modo ??
Eu acho que não, eu acho que beijo é como digital, cada um tem o seu !!
Há um tempo atrás, logo depois de uma experiência mal sucedida no assunto BEIJO, li um texto da  Martha Medeiros que diz: Beijo é a sorte de duas bocas entrarem em comunhão.

E beijo é sorte mesmo, daquelas bem sortudas de se ganhar na loteria !!!
O BEIJO do Fulano pode não funcionar com o meu BEIJO, mas pode funcionar com o BEIJO da Siclana ?!!
Será que assim que funciona ?
A comunhão entre duas bocas pra mim começa bem antes do beijo: o frio na barriga, o  flerte inicial, as conversas, as mãos, os olhares, a respiração, o encontro de um corpo com o outro, o desejo chegando a ponto de entrar em erupção, e a entrega.
Se você já recebeu um BEIJO que fez suas pernas tremerem, seu coração bater como se fosse saltar fora do peito, sua respiração ficar ofegante, tirou os seus pés do chão, fez você querer que aquele momento não acabasse nunca e e fez você sentir que naquele momento só existiu vocês dois... Parabéns !! Você é uma pessoa de sorte !!
Melhor ainda se você continuar a beijar essa pessoa por dias, semanas, meses ou até anos !!
Até hoje eu não consegui sentir por qualquer outro acontecimento entre duas pessoas, a emoção que se precede à um beijo, principalmente se for um beijo há muito esperado, desejado e até já sonhado primeiro beijo !!
Enfim, como sabiamente disse minha amiga...saudade de quando o beijo era acontecimento..
Muitos beijos à todos
M.J.C.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Escrever é fácil ??



Nem acredito que faz apenas 1 mês que inaugurei este meu cantinho !!
Quando criei o blog estava cheia das idéias, toda toda, achando que ia escrever todos os dias, escrever de dia, de tarde, de noite, de madrugada....ahhh....bem que eu queria !!
Queria ter tido inspiração quando tive tempo pra escrever, queria ter tido tempo pra escrever quando tive inspiração.
Confesso que eu achei que seria mais fácil, afinal eu vejo vários blogs todos os dias, e quando são os outros a escrever parece tão fácil, tão simples...
É até gostoso pensar que eu poderei escrever assim um dia, escrever textos e mais textos assim, que saem sem querer e quando vemos já foi...nasceu !
É incrível como essas pessoas conseguem transcrever exatamente aquilo que você estava pensando em palavras.
Você lê e fala: "Caraca, essa pessoa leu meus pensamentos ??"
Tiro meu chapéu pra vocês blogueiros e blogueiras, e mais, me inspiro em vocês, pois sei que estou ainda engatinhando nesse mundinho chamado blogosfera e sei que tenho potencial pra melhorar.
Já tenho até leitores vejam só (tudo bem que são meus amigos..rs) !! Quem diria dona Márcia....rsrsrs.
O meu muito obrigada à Michele pelas dicas (acabei de consultá-la...rs), pela amizade (tímida ainda), pelos comentários e palavras de incentivo.
Obrigada Letícia, pelas longas conversas, incentivo e amizade que já dura aí alguns anos (melhor não revelar senão entregamos nossa idade...rs)
E obrigada Edú também pelo incentivo e palavras de carinho para comigo e meu cantinho.
E se alguém por acaso, vier parar aqui neste aconchegante e quase cor-de-rosinha espaço, aproveita e faz uma visitinha nos blogs que estão ali do lado.
Se gostam de ler textos inteligentes, coerentes e principalmente deliciosos de ler, tenho certeza que não vão se arrepender !!
M.J.C.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

RECARREGUE-SE !!


No desenho da Disney/Pixar, Monstros S/A, a cidade dos monstros tinha uma Usina de Energia que utilizava os gritos de medo das crianças para gerar a energia necessária para a cidade funcionar, então os monstros se escondiam nos armários das criancinhas e no meio da noite saíam pra assustá-las e assim conseguiam a tão necessária energia gritante.
Com o passar do tempo, as crianças já não se assustavam com tanta facilidade e conseguir essa "energia do mal" estava ficando cada vez mais difícil.
É quando Mikey e Sully (os adoráveis monstros) encontram a doce Bu, a menininha que aos poucos conquista o coração dos monstrengos e revela à eles o poder de um riso.
No final do filme,  os monstros descobrem que fazer as crianças rirem e se divertirem gerava uma energia muito maior do que o grito de medo delas.
Eles acabam descobrindo que a alegria tem infinitamente mais energia (e da boa) do que o medo e a tristeza.
Hoje me abasteci da melhor qualidade de sorrisos, risos e gargalhadas. Sabe aquela gargalhada solta, leve, impossível de segurar ? Então é dessa daí que eu estou falando.



Hoje estou me sentindo recarregada de uma energia tão boa, tão gostosa, que posso sair por ai, acendendo luzes com as minhas mãos.

Eu me viro bem quando estou sozinha, até gosto de passar um tempo comigo mesma, mas minha maior alegria hoje é poder compartilhar momentos da minha vida com as pessoas que se tornaram parte primordial dela: MINHAS AMIGAS, MEUS AMORES !!!
Já disse aqui num post (http://meumundoquasecorderosa.blogspot.com/2011/07/amizade-e-amor-que-nunca-morre.html)  que nunca fui de ter muitos amigos, mas os que eu tenho são SAGRADOS e faço de um tudo pra cultivar essas amizades. 
Sei que da mesma forma que me recarreguei da energia que elas me deram (de coração, eu sei), eu também doei a minha melhor energia, aquela ULTRA POWER MEGA PLUS que vai durar até o próximo recarregamento.
Às vezes fico chateada por não conseguir reunir todas minhas queridas no mesmo dia, é porque cada uma tem a sua contribuição na minha vida e nas minhas horinhas de felicidade. Por mim não poderia faltar ninguém !!
Por isso virei a "consultora cultural" da tchurma, um papel que me ofereci aceitei de bom grado.
Além de regarregada da melhor energia que podia ter, essas meninas me deixaram inspirada.
AMO VOCÊS meus Amores !!!!
M.J.C.


Eu adoro cantar essa música com meu filho !!





segunda-feira, 25 de julho de 2011

"Vida, pisa devagar meu coração cuidado é frágil"




Ontem passei meu domingo numa mistura de TPM, raiva, chororô, pena de mim mesma, enfim, misturou muita coisa ruim dentro de mim e nesse caldeirão de sentimentos percebi que se não tomar cuidado, essa mistura pode fazer mal à minha saúde física e mental.
Superada a crise (com a ajuda de um amigo), revi o que eu estava sentindo e sei que as coisas que eu senti ontem não me pertenciam mais, estavam com o prazo de validade vencido.
E o que fazemos com algo que tem o prazo de validade vencido ? 
A gente joga fora, porque se consumir algo assim, a chance de ter um piriri é muito alta.
Portanto, estou me desprendendo deste tipo de sentimento que não faz bem à mim, nem a ninguém que esteja perto de mim.
Quem me conhece sabe que eu quase não falo palavrão, não gosto de ser indelicada e vivo dando bronca em quem fala "eu odeio".
Sentir raiva, mágoa, até ódio é perfeitamente normal em certas ocasiões, então eu senti e liberei, pois esse tipo de coisa não me pertence.

Esse texto foi inspirado entre outros, pelo texto da Michele http://profmieseusdesvaneios.blogspot.com/2011/07/finalmente-paz-interior.html
M.J.C.

"Percebo que, hoje em dia, as pessoas estão muito exigentes em relação ao amor. Qualquer passo falso: Adeus. Não aceitamos erros alheios."
Fernanda Mello

Eis uma música que fazia muito tempo que não houvia, e que ontem me deixou feliz...


                               

domingo, 24 de julho de 2011

Desapego e Cura


Eu aceitei, agora quero florir...
M.J.C.


"As pessoas vão esquecer o que você disse. Vão esquecer o que você fez. Mas elas jamais esquecerão o que você as fez sentir."
(desconheço o autor)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Tenis x Frescobol

"Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?\' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.’

Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ‘Eu te amo, eu te amo...’ Barthes advertia: ‘Passada a primeira confissão, ‘eu te amo\' não quer dizer mais nada.’ É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: ‘Erótica é a alma.’

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...

A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...

Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:
‘Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: ‘Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo\'. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: ‘Tens razão, minha querida\'. A situação está salva e o ódio vai aumentando.’

Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim..."(O retorno e terno, p. 51.)


Rubem Alves

Acho que tudo que a gente precisa nessa vida é aprender a jogar frescobol...e achar alguém que queira jogar também.
M.J.C.





quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dia do Amigo

Podem ser reais e/ou virtuais
Podem morar perto ou em outras cidades/estados/países
Podem ser recém chegados em nossas vidas ou amigos de muitos carnavais
Podem ser confidentes, conselheiros, ombro amigo
Podem ser amigos/irmãos, amigos/sobrinhos ou amigos/amigos
Parceiros na diversão ou companheiros na emoção
Podem ter ficado pelo caminho ou ter entrado no meio do nosso caminho...
Pouco importa,
O mais importante é que nunca devemos nos esquecer deles.
Por mim faria festa todo dia pra celebrar este dia,
Porque precisamos mesmo é comemorar o fato de
Termos alguém a quem chamar de AMIGO com A maiúsculo.
M.J.C.





                     


                                                      

terça-feira, 19 de julho de 2011

O amor pede simplicidade

E o que é que ela vê nele? Nossos amigos se interrogam sobre nossas escolhas, e nós fazemos o mesmo em relação às escolhas deles. O que é, caramba, que aquele Fulano tem de especial? E qual será o encanto secreto da Beltrana?

Vou contar o que ela vê nele: ela vê tudo o que não conseguiu ver no próprio pai, ela vê uma serenidade rara e isso é mais importante do que o Porsche que ele não tem, ela vê que ele se emociona com pequenos gestos e se revolta com injustiças, ela vê uma pinta no ombro esquerdo que estranhamente ninguém repara, ela vê que ele faz tudo para que ela fique contente, ela vê que os olhos dele franzem na hora de ler um livro e mesmo assim o teimoso não procura um oftalmologista, ela vê que ele erra, mas quando acerta, acerta em cheio, que ele parece um lorde numa mesa de restaurante mas é desajeitado pra se vestir, ela vê que ele não dá a mínima para comportamentos padrões, ela vê que ele é um sonhador incorrigível, ela o vê chorando, ela o vê nu, ela o vê no que ele tem de invisível para todos os outros.

Agora vou contar o que ele vê nela: ele vê, sim, que o corpo dela não é nem de longe parecido com o da Daniella Cicarelli, mas vê que ela tem uma coxa roliça e uma boca que sorri mais para um lado do que para o outro, e vê que ela, do jeito que é, preenche todas as suas carências do passado, e vê que ela precisa dele e isso o faz sentir importante, e vê que ela até hoje não aprendeu a fazer um rabo-de-cavalo decente, mas faz um cafuné que deveria ser patenteado, e vê que ela boceja só de pensar na palavra bocejo e que faz parecer que é sempre primavera, de tanto que gosta de flores em casa, e ele vê que ela é tão insegura quanto ele e é humana como todos, vê que ela é livre e poderia estar com qualquer outra pessoa, mas é ao seu lado que está, e vê que ela se preocupa quando ele chega tarde e não se preocupa se ele não diz que a ama de 10 em 10 minutos, e por isso ele a ama mesmo que ninguém entenda.
Martha Medeiros


Adoro esse texto da Martha Medeiros, pela simplicidade dele...
O amor, na minha opinião, pede simplicidade.
Não gosto de complicações, aliás quem é que gosta ??!!
Não suporto a idéia de jogos de sedução, simplesmente não concordo.
Acredito que bons relacionamentos são baseados na realidade, nas verdades nuas e cruas de cada pessoa envolvida.

Aqui vai a minha versão do texto da Martha:

Vou contar o que ela vê nele: ela vê o cara que se preocupa se o dia dela foi bom e que quando menos ela espera, manda um torpedo propondo uma noite cheia das "más intenções", ela vê um bom humor quase insuportável desde a hora que acorda até o beijo de boa noite que faz com que ela pegue no sono com um sorriso nos lábios, ela vê que ele adora seu filho e se envolve na vida dele tanto quanto ela, ela vê o quanto ele a conhece que só pelo modo como ela responde ao msn ele já sabe que algo não está legal, ela vê que ele adora juntar a família pra ver um filme em casa, fazendo bagunça depois com as crianças e comendo um monte de porcarias, ela vê como ele procura alguma parte do corpo dela pra ficar tocando enquanto assiste à tv e adora senti-lo fazendo cócegas na palma da mão, ela vê o quanto ele é carinhoso e atencioso com as pessoas importantes pra ela, ela vê que ele adora tanto quanto ela ir à parques de diversão,  ela vê que ele fala um português corretíssimo, mas quando assiste jogo de futebol pela tv solta uns belos palavrões, ela vê que ele é um cara que trabalha sério, mas não perde a capacidade de sonhar com que desejam, ela vê que ele morre de vergonha daquela cicatriz que tem no abdome de quando teve que operar o apêndice, ela vê o cara que liga no final do expediente só pra falar que está com saudades e convidá-la pra pegar um cinema e bebericar alguma coisa, só porque sabe que ela adora esses finais de dia despretensiosos, ela vê o quanto orgulho ele tem dela e adora ficar horas e mais horas conversando sobre tudo e nada com ela, ela sabe o quanto ele é romântico e acha o máximo ter uma pessoa assim ao seu lado, ela vê o quanto ele faz questão de mostrá-la o quanto ela é importante na vida dele, e ela o ama por saber que não precisa dele e que ele não precisa dela, ela o ama simplesmente porque escolheu amá-lo.


Agora vou contar o que ele vê nela: ele vê que ela adora cantar onde ela estiver, no carro, em casa, no trabalho e que isso a faz ficar bem, apesar do tom de voz meio desafinado dela, ele vê que ela não tem obsessão pelo corpo, apesar de estar um pouquinho acima do peso e que se sente bem com ela mesma, mas que de vez em quando encana com aquela roupa que não está servindo mais, ele vê que ela gosta de se vestir bem mas também não é neurótica por sapatos e bolsa, vê que ela parece uma mãe permissiva, mas que sabe cobrar e conversar com o filho na hora que precisa, ele vê que ela tem mania de passar a mão no cabelo e se irrita quando alguém percebe isso,  vê também que ela às vezes se sente mal por achar que não está dando a devida atenção ao filho, vê que ela até hoje não sabe fazer café, nem sabe cozinhar feijão e nem aprendeu a fazer brigadeiro, nem na panela nem no microondas, mas que sabe fazer uma massa como ninguém, ele vê que ela nunca levou jeito com as finanças mas reconhece o esforço que faz pra não cair em tentação, ele vê que ela tem um jeito todo único de fazê-lo se sentir bem e de falar ao pé-do-ouvido o quanto ele é importante pra ela, ele sabe o quanto ela é romântica e não vê nisso um defeito e sim qualidade, vê que ela adora tempo frio só pra dormir abraçado, de conchinha, com os pés enroscados, ele vê que ela adora dançar e que sabe o quanto a faz feliz convidando-a para uma noitada na danceteria, e ele vê que ela trabalha e se esforça tanto quanto ele para que possam construir uma vida juntos, vê que ela quando pisa na bola não demora até o final do dia pra reconhecer e pedir desculpas, e vê que ela se preocupa em cultivar as amizades porque sabe o quanto isso é importante tanto para ela quanto para ele, e por isso ele a ama do jeitinho que ela é, sem tirar nem por.

M.J.C.
Pra fechar esse post, essa versão da música de Paul McCartney, na voz da linda Corinne Bailey Rae


sábado, 16 de julho de 2011

Reflexões


Quando alguém me descrevia, ou falava algo sobre mim, os adjetivos quase sempre eram esses: caseira, calma, passiva, tolerante, compreensiva, que procura estar bem com todo mundo e fazer com que todo mundo esteja bem.
Por um tempo achei que essas características eram positivas e que me ajudavam a conviver em situações difíceis, mas há algum tempo, mais ou menos de uns 4 ou 5 anos pra cá, percebi que essas minhas "qualidades " também poderiam estar me prejudicando e até me fazendo sofrer muito.


Lembro muito claramente, no início da minha adolescência, que tive que usar muito dessa passividade e de uma certa política (mesmo sem saber que era isso que eu fazia) para poder conviver com minha mãe e meu pai na era pós-divórcio deles.
Eu viva praticamente num cabo de guerra entre os dois, tendo que saber o que falar e fazer para que nenhum dos dois saísse magoado ou chateado. Sentia que se não tivesse esse "jogo de cintura" a minha família já partida ao meio, se esfacelaria a qualquer momento, então me colocava nessa posição de meio-de-campo, uma posição muito desconfortável, mas que naquele momento era necessária na minha cabecinha pré-adolescente.
De um lado, minha mãe extremamente ferida e amarga por não ter mais um marido ao seu lado, se sentindo traída e com 3 filhas para criar sozinha. Do outro lado meu pai extremamente triste por ter que sair de um casamento que já não funcionava mais, deixar as 3 filhas e ir morar sozinho numa casa sem nenhuma estrutura e proibido de participar da vida das filhas.




Como eu, uma menina nos seus 12 anos poderia lidar com uma situação dessas sem magoar essas duas pessoas já tão machucadas ? 
Como eu ia fazer meu pai participar da minha vida sem que me minha mãe ficasse brava comigo por isso ?
Não tinha como deixar um feliz sem magoar o outro...cada dia era uma escolha...magoar meu pai ou deixar minha mãe mais triste ainda.
Pois é, eu com 12 anos na época comecei a exercitar muito esse meu lado passivo/conciliador para poder conviver com essa situação.
O meu medo/pânico/terror de situações conflitantes com altíssimas doses de tensão surgiu depois da separação dos meus pais.


Hoje percebo que essa tendência ao não-embate, tentativa zero de conflito, estar bem com todos, foi minha defesa, meu escudo, minha tentativa de viver num Mundo Cor-de-Rosa.


Sessões e sessões de terapias me fizeram refletir até que ponto isso foi bom ou não pra mim, e a conclusão que cheguei depois de muito tempo foi que esse meu comportamento foi bom e ruim ao mesmo tempo.
Lado Bom: eu me senti bem ao fazer isso, ao ser conciliadora, acredito ser um traço da minha personalidade, minha natureza, ser assim é ser eu mesma.
Lado Ruim: com o tempo, essa coisa de ser conciliadora demais, compreensiva demais, fez com que eu deixasse de brigar por coisas que eu acreditava, me fez "engolir sapos", aceitar certas situações que eu não queria aceitar, até não saber mais quem eu era de verdade.


Esse tipo de comportamento tanto na minha vida pessoal, quanto na vida profissional me fizeram sofrer muito, mas graças a Deus isso está ficando para trás na minha vida.
Hoje, sei que não há necessidade de ser conciliadora em tudo na minha vida e que conflitos acontecem e muitas vezes são até necessários.



Por mais que eu queira, será difícil eu juntar num mesmo espaço minha mãe, meu pai e minha madrasta (nossa, nunca usei essa expressão !), porque simplesmente demos importância demais à essa situação toda de separação e talvez agora seja tarde demais para resolver isso.
Conflitos no trabalho então, fui OBRIGADA a enfrentar vários. Pessoas e situações em saia justa, mas que se não o fizesse não conseguiria me olhar no espelho no dia seguinte. Enfrentei e enfrento situações que nunca imaginei, mas sei que não morri por isso.
Já não tenho mais impulsos de juntar todas as pessoas que trabalham comigo num almoço ou numa comemoração de Natal, porque simplesmente elas não querem isso ou não dão a mesma importância à essas coisas tanto quanto eu.


Hoje já não sofro por esse tipo de conflitos.


Talvez o fato mais importante, o que me deu forças para virar a mesa, foi decidir terminar com um relacionamento de 17 anos, no qual me anulei, me sufoquei, me feri. E conseguir enxergar que essas minhas características, que um dia serviram de proteção, estavam me fazendo um mal danado. 
Foi a decisão mais importante da minha vida até hoje, sabendo de todas as implicações que uma situação assim (eu já tinha visto esse filme antes) poderiam ser geradas, mas foi a partir daí que comecei a retomar as rédeas da minha vida.
Claro que ser conciliadora, passiva e compreensiva fazem parte do que eu sou, da minha personalidade, mas agora eu sei a diferença entre usar essas qualidades em doses certas e exagerar na dose, porque se eu errar a mão e for compreensiva demais, passiva demais e boazinha demais, a única prejudicada vai ser eu mesma.


Como é bom ter essa clareza e auto conhecimento para admitir que erramos, mas que podemos consertar e nos melhorar cada vez mais.




Pode ter sido depois dos 30, poderia ter sido depois dos 60. Termino esse desabafo com uma frase de Chico Xavier que talvez traduza tudo isso que falei hoje:
"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."




segunda-feira, 11 de julho de 2011

EXPECTATIVAS...

Você já deve ter ouvido em algum momento da sua vida a seguinte frase:
"quando você menos esperar o amor acontece".

Pode trocar a palavra AMOR por qualquer outra coisa (amor, emprego, dinheiro) que justamente é aquilo que você mais vai estar esperando que aconteça.

Essa sempre foi minha grande dificuldade, como deixar de esperar aquilo que mais se espera ??

Claro que existem coisas que podem te ajudar a desviar a atenção do "objeto do desejo", como preencher seu tempo com outras atividades ou algum hobbie, e se você tiver uma mente muito bem treinada, as chances de você pensar menos naquilo que você mais espera que aconteça e não acontece, são grandes.

Eu tenho uma gigantesca dificuldade em trabalhar as minhas expectativas na minha vida pessoal principalmente, mas uma tremenda dificuldade mesmo. 

Principalmente no que diz respeito às coisas do coração, acho que eu e a metade da torcida do Flamengo sofremos do mesmo mal.

Melhorei um pouco com o tempo, com as experiências, a terapia que fiz, as cabeçadas que dei, enfim, a gente aprende é na dor.

Há alguns meses atrás pensei que estava vacinada com relação às expectativas no campo dos relacionamentos, tava me achando "pé no chão", "super" madura, iniciando pela primeira vez, depois de muito tempo, um relacionamento adulto.


Estava eu lá toda feliz por ter conhecido alguém bacana, com os mesmos objetivos que eu, morando na mesma cidade que a minha, com horários compatíveis com os meus (aleluia !), com idéias compatíveis com as minhas (foi o que eu pensei), e passei a viver momentos intensos e muito bonitos com essa pessoa e que julguei ser um cara especial, e talvez ser "o cara".


(Bom, você pode me falar que não o conhecia bem, que não poderia fazer tal julgamento. Ok, você estará certo em dizê-lo.)

Eu me obriguei a fincar os pés no chão, a não "viajar na maionese", tentando viver cada segundo que estávamos juntos sem pensar muito em futuros distantes, lidando apenas com o que eu oferecia à ele e ele à mim.

Mulheres em geral tem mania de ver coisas que não existem, sonham demais, divagam demais, devaneiam demais, e como já tinha feito isso muitas e muitas vezes e quebrado a cara todas as vezes, resolvi que tinha que mudar meu "modus operandi" no quesito relacionamento.

Não, dessa vez não, não ia errar com algo tão especial que estava me acontecendo.

Não sonhei alto demais, sonhei só com o que me era dado de concreto, não estava pisando em terreno instável (pensava eu), só acreditava naquilo que eu via e vivia.

Tentei, dentro das minhas possibilidades, não criar EXPECTATIVAS irreais em relação aquilo que estava acontecendo, só criava EXPECTATIVAS quando isso era "permitido"  e porque não dizer, até estimulado.

There was my big mistake !!! BIG MISTAKE !!!!

Quando lidamos com EXPECTATIVAS sejam as nossas, sejam de outros, devemos tomar o maior cuidado !

E como eu já expliquei lá em cima, no comecinho do texto, eu tenho uma tremenda dificuldade em lidar com EXPECTATIVAS, e uma vez elas criadas em mim (repito que tive motivos para isso), o estrago está feito, não ?!

Bom, mais uma vez aquele velho ditado "Quem planta expectativas colhe decepções", veio certeiro na minha vida, embrulhado num belo pacote com laço de fita e tudo, no meu presente de aniversário (hoje já dá pra dar um sorriso amarelo, com essa piadinha).

É claro que naquele momento vendo tudo isso acabar, bateu o desespero e a única coisa que eu queria/precisava/desejava saber era: 

O QUE ACONTECEU ?? 

O que aconteceu, de verdade, acho que nunca vou saber, esse direito não me foi dado.
ONDE FOI QUE EU ERREI ??

E por que cargas d'água, eu achei que tinha errado em alguma coisa ???

De novo, as mulheres tendem a se culpar por relacionamentos que não dão certo, principalmente terminando nessas circunstâncias.

Mas com o tempo, analisando tudo mais friamente, consegui detectar alguns erros meus nesta história, erros que achei que não cometeria, erros bobos, erros pífios, mas errei, mas não errei propositalmente claro, errei por desejar demais acertar.

Mas já me perdoei por isso.
A gente precisa na verdade, SE PERDOAR !!!!


O único problema é que essa história insiste em latejar na minha cabeça, e preciso usar isso a meu favor (ai meu complexo de Pollyana !!)


Na verdade comecei este texto pra falar sobre expectativas, desejos, decepções.

Qual a fórmula para não criar expectativas e assim por consequência, não sentir aquela horrível sensação de sentir o chão sumir debaixo dos seus pés quando o que você tanto esperou, tanto desejou não aconteceu da maneira como queria ??

A resposta à essa minha pergunta eu talvez tenha encontrado hoje, lendo o livro COMPROMETIDA, de Elizabeth Gilbert (a mesma autora de COMER, REZAR, AMAR) neste trecho:

"Tive uma amiga da faculdade que estreitou de propósito as opções da vida, como se quisesse se vacinar contra expectativas demasiado ambiciosas. Descartou a carreira e ignorou a sedução das viagens; voltou para a cidade natal e se casou com o namorado do curso secundário. Com confiança inabalável, anunciou que se tornaria "apenas" esposa e mãe. A simplicidade desse arranjo lhe pareceu totalmente segura: a certeza comparada às convulsões de indecisão de que tantas colegas ambiciosas (eu, inclusive) sofríamos. Mas, doze anos depois, quando o marido a trocou por uma mulher mais jovem, a raiva da minha amiga e a sensação de ter sido traída foram as mais ferozes que já vi. Ela praticamente implodiu de ressentimentos; não tanto contra o marido, mas contra o universo, que na opinião dela quebrara um trato sagrado feito com ela. "Eu pedi tão pouco !", não parava de dizer, como se bastassem as exigências diminutas para protegê-la de decepções. Mas acho que ela se enganava; na verdade, pediu muito. Ousara pedir felicidade e ousara esperar que a felicidade viesse do casamento. Isso é tanto que é impossível pedir demais."


Então, o que eu entendo é que por mais simples que sejam os nossos desejos, as expectativas geradas deles sempre serão gigantes.

Se a possibilidade de suas EXPECTATIVAS, por menores que sejam, são de 50% de darem certo e 50% de não darem certo, como lidar com isso sem que eu me arrisque demais ou de menos ??

Acredito que dificilmente eu terei essa resposta, mas acho que o que posso tirar disso é tudo que posso criar as minhas EXPECTATIVAS sim, tomando o cuidado de baseá-las em fatos verdadeiros e não em ilusões, em sentimentos verdadeiros, em pessoas confiáveis, mas mesmo assim, tenho que ter consciência de que essas EXPECTATIVAS correm o risco de não se tornarem realizações.



Acredito que posso chamar isso de AMADURECIMENTO.
M.J.C.

Aqui um vídeo que todo mundo deve conhecer, mas que adoro pela simplicidade e pela mensagem.